9.16.2006

Poema do dia

Para uma pessoa muito especial, mulher tão bela que seduz, dedico este lindo poema de Carlos Drummond de Andrade:

A língua lambe as pétalas vermelhas
da rosa pluriaberta; a língua lavra
certo oculto botão, e vai tecendo
lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta,
a licorina gruta cabeluda,
e, quanto mais lambente, mais ativa,
atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos
de leões na floresta, enfurecidos...

Um comentário:

Anônimo disse...

Poema maravilhoso que muito me alegra em saber, que algo tão lindo assim seja dedicado, por uma pessoa tão especial que muito admiro
Adri