"A Deputada Federal, pelo PT/SP, Ângela Moraes Guadagnin, eleita por São José dos Campos, SP, exerceu seu mandato de Prefeita de São José dos Campos de 1993-1996. A Deputada exerce seu mandato de Deputada Federal desde 1999, estando pois, na sua segunda legislatura (2003–2007). Agora, é mestra de saracoteio com o ridículo bambolear das suas avantajadas cadeiras entre as cadeiras do Salão do Planário da Câmara, ante os olhares de seus pares surpresos, talvez envergonhados e embasbacados com a desenvoltura da gordinha.
O espetáculo vexaminosos é indesculpável, exceto talvez para o nosso Finório Luiz Inácio e seus fiéis escudeiros da sujidade petista no Executivo e no Legislativo.
Guadagnin é mestra, junto com a Senadora Ideli Salvatti, o Senador Tião Viana, os Deputados Federais Eduardo Valverde, Carlos Abicalil e outros, todos do PT, em atrasar os processos de Deputados acusados de decoro parlamentar, solicitando vistas aos relatórios dos relatores ou encaminhando recursos ao STJ para impedir as oitivas de testemunhas contrarias ao interesse do Executivo – uma tropa de choque em defesa da imoralidade da base governista e principalmente do PT.
A sujidade vem de longe...
A deputada foi acusada de corrupção em 1997 por Luiz Maklouf Carvalho, em reportagem para o Jornal da Tarde, de 28/05/1997, onde o jornalista informava que a empresa Machado e Daniel, ligada ao ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André e ao ex-deputado federal e ex-prefeito de Piracicaba, José Machado, ambos do PT, foi contratada sem licitação pela Prefeitura de São José dos Campos, na gestão da Prefeita do PT, Ângela Guadagnin (1993 - 1996).
Já em 1992 o Ministério Público (MP) de São Paulo investigava as chamadas “caixinhas do PT”, envolvendo a oligarquia corrupta do partido e várias prefeituras do PT. Os alvos do MP paulista eram, dentre outros:
- o Prefeito de Diadema, José Augusto da Silva Ramos do PT, hoje no PSDB;
- o Banestado e funcionários da Prefeitura de Diadema;
- os petistas Luis Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Jacó Bittar, Ângela Guadagnin, Paulo Okamoto (o Intocável protegido do STJ);
- a empresa CPEM (Consultoria para Empresas e Municípios), que tinha ligações com o advogado Pedro Teixeira, compadre de Lula, padrinho de Luis Cláudio, filho mais novo do atual Presidente da República. Pedro Teixeira é dono do imóvel onde Lula residiu por um período de oito anos (1989-1997), gratuitamente, e de um sítio onde o então Presidente de honra do PT se refugiava para descansar.
Em 1997, Paulo de Tarso Venceslau, ex-militante da ALN (Ação Libertadora Nacional), que militava no PT e fora membro do seu Diretório Nacional, e secretário de Finanças das Prefeituras petistas de Campinas e São José dos Campos, denunciou os processos de corrupção naquelas prefeituras petistas.
Não só estas acusações mas também as de outros antigos militantes da ALN e petistas históricos como Cezar Queiroz Benjamin, na Consulta Popular, e Cid Queiroz Benjamin, no Jornal do Brasil, de 31 de janeiro de 2002, acusações oriundas na mesma origem, o lamaçal vertido das Prefeituras petistas no Estado de São Paulo; no assassinato de Celso Daniel; no escândalo do Bingo; nos episódios do caso Waldomiro; nos gastos em cartões de crédito e muitas outras coisas mais movimentaram a produção de lama na área do Executivo e da base governista sustentadora do Finório Luis Inácio
Há um fato marcante no processo de corrupção do PT que merece ser recordado. Em 17 de julho de 2005, o Finório Lula enunciou em Paris, para uma repórter freelance, o que poder-se-á proclamar como a primeira, verdadeira e única Lei de Lula, O Finório: “A desgraça da mentira é que, ao contar a primeira, você passa a vida inteira contando mentira para justificar a primeira que contou” (extraído de um texto de Rui Nogueira, em Primeira Leitura, difundido na Edição nº 1719, de 24/03/2006).
Desde 1979/81 passando pela Constituinte e pela votação da Constituição em 1988, O “Finório” cumpre religiosamente a sua Lei. De lá para cá o que tem feito o Finório, Luis Inácio Lula da Silva? Mentir e buscar a proteção da mentira e do “não sabia”, mesmo sabendo. Claro! A cara apalermada, o sorriso fajuto e o ar de malandro, sempre teatralizado, ajudam o Finório Primeiro Mandatário. E o povo simples acredita. Mas há os que não acreditam, graças a Deus! E quando não acreditam dá no que deu agora com o seu Palocci.
Estes fatos não ajudam a incutir no imaginário de quem quer que seja, o desconhecimento dos mecanismos das possíveis tramas de Caixa 2, ou se quiserem de “recursos não contabilizados”, pois Lula e a sua camarilha das Secretarias da Executiva, analisaram, planejaram e desencadearam, no passado, quando na direção do PT, denúncias contra seus adversários, acusando-os destes e de outros tipos de ilícitos com ou sem cobertura da mídia e com vazamentos de alguns Procuradores, tal qual agora acontece.
O atual Deputado Federal do PT/SP, José Eduardo Cardozo e Hélio Bicudo sabem muito bem, pois faziam parte do Conselho de Ética do PT, que julgava os fatos e protestaram com o arquivamento da sindicância ordenada por Lula e Zé Dirceu – está nos jornais da época, parece brincadeira mas não é...
A trama de captação de recursos urdida por Luis Inácio, José Dirceu, Delúbio, os tesoureiros nacional e regionais do PT, ou os encarregados financeiros das campanhas petista nacionais ou não (Diógenes do PT, Luiz Eduardo Greenhalgh, Antônio Palocci, Luiz Belisário e outros), para, desde 1992, apoiarem o projeto petista de “todo Poder para Lula”, fosse quando fosse, é mais do que hipótese. A urdidura foi iniciada com base na captação ilícita de recursos em nível municipal em Porto Alegre e nas Prefeituras paulistas e outras onde o PT venceu.
O modus operandi é o mesmo - o engodo, o fingimento, a teatralidade lacrimosa que desperta a compaixão dos crédulos, a repetição inesgotável de esfarrapadas desculpas e razões, são alguns itens que configuram os procedimentos da oligarquia petista e de seus cúmplices em momentos de crise, quando se vêem expostos perante a sociedade em sua real expressão.
A corrupção petista é inata, parida na relação promíscua de objetivos políticos inconfessáveis, fraudes inesgotáveis sempre dissimuladas nas entrelinhas de seus Estatutos e Programas, confrontantes com as leis que codificam o Estado Democrático de Direito, cujas estruturas políticas, econômicas e sociais desejam romper, seja pela via reformista, seja pela via do golpismo dissimulado sob a proteção de magistrados políticos da laia Jobim, para substituí-lo por um Estado Socialista de caráter democrático-popular indefinível.
A persistente frustração diante das sucessivas derrotas eleitorais (1989, 1994 e 1998) incutiu no Finório Lula e seus asseclas a necessidade de ativar o processo, hipoteticamente formulado e adaptado à formação moral dos que vislumbram na República Federativa do Brasil uma mera representação do Estado Burguês, cuja ruptura sempre almejaram.
Parodiando o filósofo, a luta política em curso é um mal antigo de raízes profundas produzidas pelos carcereiros da inteligência, estes supostos intelectuais que não se cansam de tentar renovar modelos fracassados, de Estados autocráticos e totalitários.
Ser intelectual da esquerda revolucionária? É se dar à mesquinha posição de glorificar heranças ideológicas de tresloucados aventureirismos políticos. Como sempre, ficarão como espectadores privilegiados destas fratricidas carnificinas das quais são os principais incentivadores ao longo de nossa história.
Alguns fatos nesta série de episódios de corrupção que se arrastam desde junho de 2005: a agressividade da base governista onde uma “tropa de choque” se descabela dia a dia, na medida em que as coisas pioram para o desgoverno que aí está; o grande número de expedientes e de requerimentos de duvidosa importância; o nem sempre sutil bloqueio de oitivas de mérito real; as discussões estéreis, sob a capa de uma pretensa liberdade de expressão que projetam uma falta de educação ímpar, capaz de minar os trabalhos em curso, são alguns indícios visíveis nas operações petistas de abafa CPI ou CPMI.
Não que a educação seja atributo só de petistas. A grande maioria destes parlamentares são vinhos da mesma pipa, como os classificou, em excelente artigo, o General da reserva da Força Terrestre, Raimundo Negrão Torres.
Tanto a Comissão de Ética como as CPI ou CMPI se pautarem pelas normas da Ética (tão falada e pouco observada), do Direito e do Bem Comum poderão alcançar objetivos que engrandeceriam o Legislativo, fato quase inusitado na vida deste nosso Brasil.
Há que torcer para fatos que, mesmo sendo preventivos, podem vir a ser definitivos, como é o caso do afastamento da Deputada Ângela Guadagnin do Conselho de Ética.
A luta política será árdua e espero, sem muita esperança, que os Relatórios aliviem a vergonha que até agora sentimos, pois somente o impedimento do Finório e a limpeza geral dos Três Poderes seriam capazes de lavar nossa alma.
Ao mesmo tempo, desejamos que os Comandantes dos Comandos Militares do Leste e do Sudoeste mantenham as suas atitudes nas áreas de seus Comandos. Parece haver uma tênue luz no fundo do túnel. Que a luz brilhe em data de boa lembrança!"
9.23.2006
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