12.05.2007
12.02.2007
Educação no Brasil despencando...
No ranking de desempenho o Brasil ocupa a 72ª posição, o relatório mostra a estagnação do País na área da educação, sendo que desde 2003 apresenta o mesmo índice de metas. Foram avaliados 125 países e apenas 47 atingiram as propostas.
Conforme o documento divulgado pela Unesco, é preciso ampliar de forma significativa a oferta de uma rede de educação para crianças em idade pré-escolar. Metade dos países avaliados não dispõe de atendimento para estas crianças, tornando a primeira meta do programa, considerado o mais importantes, difícil de consolidar.
De acordo com os integrantes da Unesco, a boa qualidade de vida para crianças depende de um sistema integral de acompanhamento na idade pré-escolar, numa política de redução de pobreza. Mesmo assim, são poucos os países que investem nesta educação.
Conforme o documento divulgado pela Unesco, é preciso ampliar de forma significativa a oferta de uma rede de educação para crianças em idade pré-escolar. Metade dos países avaliados não dispõe de atendimento para estas crianças, tornando a primeira meta do programa, considerado o mais importantes, difícil de consolidar.
De acordo com os integrantes da Unesco, a boa qualidade de vida para crianças depende de um sistema integral de acompanhamento na idade pré-escolar, numa política de redução de pobreza. Mesmo assim, são poucos os países que investem nesta educação.
E a qualidade educacional brasileira não pára de cair!
Alunos brasileiros ficam em último lugar em ranking de educação
"da Folha Online"
Os estudantes brasileiros que participaram no ano passado do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) ficaram em último lugar na avaliação, que analisou pela primeira vez, o desempenho de estudantes com 15 anos nas redes pública e particular de ensino de 32 países.
O resultado do Pisa, organizado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), foi divulgado hoje pelo Ministério da Educação. O Brasil fica em último tanto no ranking geral quanto no que leva em consideração índices socioeconômicos.
Na classificação geral os estudantes da Finlândia e do Canadá foram os primeiros colocados.
Cerca de 265 mil alunos de escolas públicas e privadas de 32 países fizeram no ano passado uma prova que enfatizava a leitura. No Brasil, 4.800 adolescentes participaram da amostra representativa dos estudantes de 15 anos matriculados nas 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e nas 1ª e 2ª séries do ensino médio.
O objetivo do exame era verificar como as escolas estão preparando os jovens para os desafios futuros e detectar até que ponto os estudantes adquiriram conhecimentos e desenvolveram habilidades essenciais para a participação efetiva na sociedade.
A prova avaliou o desempenho dos alunos nas áreas de matemática, leitura e ciências. A leitura foi o item mais enfatizado. O Brasil ficou em último lugar nas três provas.
O Ministério da Educação atribui o mal desempenho do Brasil à defasagem da idade/série dos alunos da rede pública. "O atraso escolar é o grande problema da educação no Brasil", disse o ministro da Educação, Paulo Renato Souza.
Entre os estudantes com nove ou mais anos de escolarização, ou seja, sem atraso escolar, a média nacional chega a 431, numa escala que vai de zero a 625. Quando eles têm oito anos de estudo, a pontuação cai para 368 e com sete anos de estudo, é ainda menor, de 322.
Na média o Brasil ficou nota 396, caindo para o último lugar na lista da avaliação, que envolve 28 nações desenvolvidas e quatro emergentes: Brasil, Letônia, México e Rússia. Os estudantes da Finlândia atingiram 546 pontos.
De acordo com o MEC, se fosse considerado somente o desempenho dos estudantes brasileiros com nove anos ou mais, o país estaria no mesmo nível dos estudantes da Polônia, Grécia, Letônia, Rússia, Luxemburgo e México. Mas como a representatividade dos adolescentes na série correta para a idade é pequena em relação ao total, há pouca interferência na média geral.
A prova exigiu dos alunos, principalmente, a compreensão de leitura, a partir da identificação e recuperação de informações, interpretação e reflexão. Foram apresentadas várias situações cotidianas e uma série de questões para serem respondidas de acordo com os textos.
Os resultados mostram que a tendência do estudante brasileiro é "responder pelo que acham e não pelo que efetivamente está escrito", de acordo com analistas do Pisa.
A partir de um texto que informava que "uma enfermeira virá administrar a vacina", foram oferecidas quatro opções de resposta. Apesar de a metade dos alunos ter acertado a questão, 27% erraram pois marcaram como certa a alternativa com o enunciado: "um médico aplicará as vacinas".
Para o economista Cláudio de Moura Castro, um dos analistas do resultado do Pisa, "a resposta mostra que os alunos associam vacinação com médico e não foram preparados realmente a ater-se ao que diz o texto".
Para Castro, é possível identificar que os alunos respondem de acordo com suas opiniões e preconceitos mesmo quando a pergunta é objetiva e remete ao que está escrito no texto. "Tal forma primitiva de leitura não é compatível com a vida produtiva em uma sociedade moderna. Receitas de remédio, contratos e instruções de uso de programas de computador requerem uma interpretação fiel do texto."
O programa mostra, segundo o economista, que a escola brasileira não está ensinando seus alunos a ler um texto escrito e a retirar dele as conclusões e reflexões logicamente permitidas. "Das mil coisas e conteúdos que a escola faz ou tenta fazer, o Pisa está nos mostrando que ela se esquece da mais essencial: dar ao aluno o domínio da linguagem."
"da Folha Online"
Os estudantes brasileiros que participaram no ano passado do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) ficaram em último lugar na avaliação, que analisou pela primeira vez, o desempenho de estudantes com 15 anos nas redes pública e particular de ensino de 32 países.
O resultado do Pisa, organizado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), foi divulgado hoje pelo Ministério da Educação. O Brasil fica em último tanto no ranking geral quanto no que leva em consideração índices socioeconômicos.
Na classificação geral os estudantes da Finlândia e do Canadá foram os primeiros colocados.
Cerca de 265 mil alunos de escolas públicas e privadas de 32 países fizeram no ano passado uma prova que enfatizava a leitura. No Brasil, 4.800 adolescentes participaram da amostra representativa dos estudantes de 15 anos matriculados nas 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e nas 1ª e 2ª séries do ensino médio.
O objetivo do exame era verificar como as escolas estão preparando os jovens para os desafios futuros e detectar até que ponto os estudantes adquiriram conhecimentos e desenvolveram habilidades essenciais para a participação efetiva na sociedade.
A prova avaliou o desempenho dos alunos nas áreas de matemática, leitura e ciências. A leitura foi o item mais enfatizado. O Brasil ficou em último lugar nas três provas.
O Ministério da Educação atribui o mal desempenho do Brasil à defasagem da idade/série dos alunos da rede pública. "O atraso escolar é o grande problema da educação no Brasil", disse o ministro da Educação, Paulo Renato Souza.
Entre os estudantes com nove ou mais anos de escolarização, ou seja, sem atraso escolar, a média nacional chega a 431, numa escala que vai de zero a 625. Quando eles têm oito anos de estudo, a pontuação cai para 368 e com sete anos de estudo, é ainda menor, de 322.
Na média o Brasil ficou nota 396, caindo para o último lugar na lista da avaliação, que envolve 28 nações desenvolvidas e quatro emergentes: Brasil, Letônia, México e Rússia. Os estudantes da Finlândia atingiram 546 pontos.
De acordo com o MEC, se fosse considerado somente o desempenho dos estudantes brasileiros com nove anos ou mais, o país estaria no mesmo nível dos estudantes da Polônia, Grécia, Letônia, Rússia, Luxemburgo e México. Mas como a representatividade dos adolescentes na série correta para a idade é pequena em relação ao total, há pouca interferência na média geral.
A prova exigiu dos alunos, principalmente, a compreensão de leitura, a partir da identificação e recuperação de informações, interpretação e reflexão. Foram apresentadas várias situações cotidianas e uma série de questões para serem respondidas de acordo com os textos.
Os resultados mostram que a tendência do estudante brasileiro é "responder pelo que acham e não pelo que efetivamente está escrito", de acordo com analistas do Pisa.
A partir de um texto que informava que "uma enfermeira virá administrar a vacina", foram oferecidas quatro opções de resposta. Apesar de a metade dos alunos ter acertado a questão, 27% erraram pois marcaram como certa a alternativa com o enunciado: "um médico aplicará as vacinas".
Para o economista Cláudio de Moura Castro, um dos analistas do resultado do Pisa, "a resposta mostra que os alunos associam vacinação com médico e não foram preparados realmente a ater-se ao que diz o texto".
Para Castro, é possível identificar que os alunos respondem de acordo com suas opiniões e preconceitos mesmo quando a pergunta é objetiva e remete ao que está escrito no texto. "Tal forma primitiva de leitura não é compatível com a vida produtiva em uma sociedade moderna. Receitas de remédio, contratos e instruções de uso de programas de computador requerem uma interpretação fiel do texto."
O programa mostra, segundo o economista, que a escola brasileira não está ensinando seus alunos a ler um texto escrito e a retirar dele as conclusões e reflexões logicamente permitidas. "Das mil coisas e conteúdos que a escola faz ou tenta fazer, o Pisa está nos mostrando que ela se esquece da mais essencial: dar ao aluno o domínio da linguagem."
No ranking de talentos o Brasil leva a pior
SÃO PAULO - Gargalos na educação devem reduzir o potencial brasileiro de produzir ou atrair profissionais talentosos nos próximos cinco anos, de acordo com um novo indicador elaborado pelas consultorias Economist Intelligence Unit (EIU), de Londres, e Heidrick & Struggles, de Chicago. Da 23ª posição em 2007, o País deve cair para a 25ª em 2012, em um ranking de 30 países escolhidos a dedo pelas duas firmas com base em sua representatividade regional e disponibilidade de indicadores.
O chamado Índice Global de Talentos (IGT) mede a capacidade de um país de formar ou atrair jovens talentosos e criativos em relação a outros países, em um mundo onde a globalização tornou mais fácil a mobilidade dos profissionais qualificados.
As estatísticas mostraram que os gargalos na educação atrasarão a formação de novos talentos no Brasil. Dados da Unesco manuseados pelas consultorias apontam que o país tem uma relação ainda baixa de professores para alunos no ensino secundário - 22, contra, por exemplo, 10 da Itália e 14 dos Estados Unidos e do Canadá.
"Não é que a situação vá piorar no Brasil nos próximos anos, apenas não se desenvolverá de maneira tão rápida quanto em outros países", explicou, por meio de sua assessoria de imprensa em Londres, a Economist Intelligence Unit.
Na América Latina, a Argentina e o México também foram escolhidos, e ambos tiveram desempenho melhor que o brasileiro. A Argentina ficou na 17ª posição e o México, na 21ª; daqui a cinco anos, devem trocar de lugar, com os mexicanos subindo para a 19ª e a Argentina caindo para a 21ª, projetaram os consultores.
Ranking
Os países foram medidos em sete critérios: qualidade da educação obrigatória, das universidades de negócios, dos incentivos para jovens talentosos, mobilidade e abertura do mercado de trabalho, crescimento demográfico, propensão a atrair investimentos externos e a atrair novos talentos.
Os Estados Unidos, primeiros no ranking, devem manter sua posição como o país que mais forma ou atrai talentos em 2012, seguido pela Grã-Bretanha, que deve superar a Holanda como o país europeu mais bem posicionado no ranking.
Entretanto, os pesquisadores alertaram que os Estados Unidos pós-11 de setembro se tornaram um país muito mais fechado no quesito mercado de trabalho, o que pode reduzir seu apelo para jovens talentosos no futuro.
Na direção oposta, economias de crescimento acelerado e com possibilidades de atração de investimentos externos oferecem melhor prospectos de ganhos - um imã para os profissionais talentosos.
O presidente da Heidrick & Struggles, Kevin Kelly, afirmou que a pesquisa confirma a percepção geral de que profissionais talentosos, criativos e ambiciosos "vão aonde está o dinheiro".
Razões macroeconômicas foram apontadas pela Economist Intelligence Unit para colocar o México e a Argentina à frente do Brasil.
Em 2012, África do Sul e Egito - que hoje estão atrás do Brasil no ranking - devem ultrapassar o país. As cinco últimas posições continuariam sendo da Turquia, Nigéria, Arábia Saudita, Indonésia e Irã.
"Mas a diferença de um país para outro é muito pequena", disse a porta-voz do levantamento. "Uma mudança no desempenho do Brasil poderia levar o país à frente de outros emergentes."
BRIC ou IC?
No mundo emergente, o destaque será da China, que nos próximos cinco anos deve subir da 8ª para a 6ª posição no ranking de atração de talentos. Os pesquisadores acreditam que o país vai tirar vantagem de sua enorme disponibilidade de mão-de-obra e apostar na melhora da educação e na capacidade de atração de investimentos.
Já a Índia deve permanecer na 10ª posição, graças ao crescimento populacional, mobilidade da força de trabalho e flexibilidade trabalhista. Nas projeções das consultorias, a Rússia deve perder atratividade e despencar da lista dos dez primeiros - da atual 6ª posição, o país deve figurar na 11ª em 2012, estimaram as consultorias.
As conclusões levaram os autores do estudo a dizer que, em termos de talento, os chamados BRIC (iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China) se resumem a "IC". "Até agora, as companhias conseguiram perceber que países atraíam ou desenvolviam talentos de maneira mais efetiva, mas faltavam dados objetivos para apoiar suas impressões", disse Kevin Kelly.
"Se talento é o petróleo do nosso futuro, precisamos identificar os campos, identificar as reservas e saber a capacidade de transporte dos canos. O índice global de talentos vai nos permitir fazer isso."
O chamado Índice Global de Talentos (IGT) mede a capacidade de um país de formar ou atrair jovens talentosos e criativos em relação a outros países, em um mundo onde a globalização tornou mais fácil a mobilidade dos profissionais qualificados.
As estatísticas mostraram que os gargalos na educação atrasarão a formação de novos talentos no Brasil. Dados da Unesco manuseados pelas consultorias apontam que o país tem uma relação ainda baixa de professores para alunos no ensino secundário - 22, contra, por exemplo, 10 da Itália e 14 dos Estados Unidos e do Canadá.
"Não é que a situação vá piorar no Brasil nos próximos anos, apenas não se desenvolverá de maneira tão rápida quanto em outros países", explicou, por meio de sua assessoria de imprensa em Londres, a Economist Intelligence Unit.
Na América Latina, a Argentina e o México também foram escolhidos, e ambos tiveram desempenho melhor que o brasileiro. A Argentina ficou na 17ª posição e o México, na 21ª; daqui a cinco anos, devem trocar de lugar, com os mexicanos subindo para a 19ª e a Argentina caindo para a 21ª, projetaram os consultores.
Ranking
Os países foram medidos em sete critérios: qualidade da educação obrigatória, das universidades de negócios, dos incentivos para jovens talentosos, mobilidade e abertura do mercado de trabalho, crescimento demográfico, propensão a atrair investimentos externos e a atrair novos talentos.
Os Estados Unidos, primeiros no ranking, devem manter sua posição como o país que mais forma ou atrai talentos em 2012, seguido pela Grã-Bretanha, que deve superar a Holanda como o país europeu mais bem posicionado no ranking.
Entretanto, os pesquisadores alertaram que os Estados Unidos pós-11 de setembro se tornaram um país muito mais fechado no quesito mercado de trabalho, o que pode reduzir seu apelo para jovens talentosos no futuro.
Na direção oposta, economias de crescimento acelerado e com possibilidades de atração de investimentos externos oferecem melhor prospectos de ganhos - um imã para os profissionais talentosos.
O presidente da Heidrick & Struggles, Kevin Kelly, afirmou que a pesquisa confirma a percepção geral de que profissionais talentosos, criativos e ambiciosos "vão aonde está o dinheiro".
Razões macroeconômicas foram apontadas pela Economist Intelligence Unit para colocar o México e a Argentina à frente do Brasil.
Em 2012, África do Sul e Egito - que hoje estão atrás do Brasil no ranking - devem ultrapassar o país. As cinco últimas posições continuariam sendo da Turquia, Nigéria, Arábia Saudita, Indonésia e Irã.
"Mas a diferença de um país para outro é muito pequena", disse a porta-voz do levantamento. "Uma mudança no desempenho do Brasil poderia levar o país à frente de outros emergentes."
BRIC ou IC?
No mundo emergente, o destaque será da China, que nos próximos cinco anos deve subir da 8ª para a 6ª posição no ranking de atração de talentos. Os pesquisadores acreditam que o país vai tirar vantagem de sua enorme disponibilidade de mão-de-obra e apostar na melhora da educação e na capacidade de atração de investimentos.
Já a Índia deve permanecer na 10ª posição, graças ao crescimento populacional, mobilidade da força de trabalho e flexibilidade trabalhista. Nas projeções das consultorias, a Rússia deve perder atratividade e despencar da lista dos dez primeiros - da atual 6ª posição, o país deve figurar na 11ª em 2012, estimaram as consultorias.
As conclusões levaram os autores do estudo a dizer que, em termos de talento, os chamados BRIC (iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China) se resumem a "IC". "Até agora, as companhias conseguiram perceber que países atraíam ou desenvolviam talentos de maneira mais efetiva, mas faltavam dados objetivos para apoiar suas impressões", disse Kevin Kelly.
"Se talento é o petróleo do nosso futuro, precisamos identificar os campos, identificar as reservas e saber a capacidade de transporte dos canos. O índice global de talentos vai nos permitir fazer isso."
Assinar:
Postagens (Atom)