9.29.2006
Patrimônio dos políticos
Só o patrimônio de Lula soma hoje R$ 839 mil "declarados", (quase dobrou em 3 anos e meio).
Quase o mesmo acontece sob as outras siglas. É por isso que vemos uma verdadeira legião de pessoas querendo adentrar no balcão de negócios políticos. Ganha-se rios de dinheiro, sem fazer praticamente nada. Tá na hora de mudar isso e só você, eleitor, tem esse poder. Use-o com sabedoria.
Os aloprados de Lula
Publicado originalmente em :http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u84099.shtml
Olha a dinheirama aí gente!
PIB cai e impostos sobem
Folha de São Paulo - http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u111374.shtml
Frase do dia
Cristovam Buarque
Eleições 2006
- Os 15 milhões ganhos por seu filho (ao que tudo indica, tráfico de influência) que há 3 anos era um professor desempregado,
- O escândalo do mensalão, dinheiro público para comprar o legislativo,
- O escândalo dos desvios da Visanet/BB,
- O sumiço dos 11 milhões das cartilhas que ninguém viu, mas que o PT alega que recebeu, pagos com o dinheiro público,
- A tentativa de compra de um dossiê contra o candidato José Serra do PSDB com dinheiro não se sabe vindo da onde,
- O grande aparelhamento da máquina pública por mais de 50 mil petistas, que, claro, descontam de seus pagamentos, um dízimo para o PT,
- Os gastos astronômicos dos cartões de crédito sem limite da presidência,
- A falta de transparência absoluta com os gastos governamentais,
- A montagem de toda essa rede de corrupção que acabou desaguando no indiciamento de toda a cúpula petista,
- E toda essa confusão entre partido e governo, que nos mostra que não há limites entre o que é público e privado.
Enfim, são questões importantes, que provavelmente serão esquecidas nos escaninhos burocráticos da justiça brasileira, que com tanta leniência, não faz aquilo para o qual foi concebida: Justiça.
Portanto, amigos, se você ama este país e quer vê-lo como um lugar melhor para seus filhos e netos, comece a mudar este paradigma que assolou o país, do rouba mas faz. O homem público tem que fazer sem roubar, porque para isso é regiamente pago por uma população que, sequer tem o básico para sua subsistência.
Vote com consciência. Não eleja político corrupto ou envolvido de alguma forma em corrupção.
Marcello Castellani
9.28.2006
Ex-assessor de Mercadante leva dinheiro pra comprar dossiê.
BC reduz previsão de crescimento do PIB
De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta quinta-feira, o BC estima que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá este ano 3,5 por cento, e não mais 4 por cento como estimado no relatório do segundo trimestre, divulgado ao final de junho "
http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/reuters/2006/09/28/ult29u51084.jhtm
Comentário meu: Se o BC reduziu a previsão do PIB de 2006, de 4 para 3,5%, certamente o PIB não crescerá sequer 3%. Ruim para o Brasil, pior para os brasileiros menos favorecidos, que vêem ainda mais distante, o dia em que o país entrará para o time do primeiro mundo. O governo Lula, além de ruim e conservador, é ainda pior "copiador" da política econômica de seu antecessor.
Manual básico da criação de quadrilhas?
Leia mais em: http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/
Direto do blog do Josias
A PF também informa, veja você, que trabalha com a hipótese de que o sacador tenha sido um “laranja”, como costumam ser designadas as pessoas humildes que, em troca de vantagens financeiras, emprestam o seu nome para a prática de operações financeiras escusas.
Esse tipo de informação, serve apenas para tonificar a impressão de que o governo ergue uma cortina de fumaça em torno do dossiêgate, para impedir que os nomes dos sacadores venham à luz antes das eleições de domingo. Ora, depois de ter difundido a impressão de que os dólares tinham cruzado as fronteiras ilegalmente, a PF agora diz o contrário. Se é assim:
1. operações legais só podem ser feitas com registro formal no Banco Central. Sabendo-se o banco de origem conhece-se também o logotipo da instituição financeira de destino. Uma informação que, aliás, já é do conhecimento da PF;
2. todo comprador de dólares deixa na casa bancária em que a operação é realizada nome e sobrenome. Conhecendo-se a numeração das notas, como é o caso, não é difícil saber quem as adquiriu;
3. os dólares podem ter sido repassados no Brasil a outras instituições bancárias. Mas, de novo, a operação não escapa ao controle do BC. Sabe-se exatamente para onde foi o dinheiro. Uma simples consulta ao banco de dados do Banco Central dispensaria a PF de ter de perambular pelas casas de câmbio paulistas.
E quanto aos reais apreendidos com os petistas “aloprados” (R$ 1,168 milhão)? Bem, a PF acredita que será ainda mais difícil chegar aos nomes das pessoas que sacaram essa grana. Não é coisa que possa ser descoberta antes das eleições.
O delegado Diógenes Curado, que preside o inquérito, diz ter requisitado o auxílio do Coaf, o órgão do Ministério da Fazenda que monitora movimentações bancárias atípicas. Quando o ministro era Antonio Palocci e interessava saber quanto passara pelas contas de um caseiro, houve celeridade inaudita. Mas agora..."
Educação e crescimento
"O Exemplo da Coréia do Sul
Carlos Henrique Araújo e Nildo Luzio
Como um dos quatro tigres do sudeste asiático, a Coréia do Sul bateu o recorde mundial em crescimento com forte desenvolvimento tecnológico. O aparente milagre do crescimento dos tigres possui bases reais no estreito relacionamento do governo com o setor produtivo, ofertando crédito direto, restrições de importações e grande investimento sobre a força de trabalho.
Há muito tempo que a Coréia do Sul elegeu a educação e a formação do capital humano como um pilar de grande importância para o desenvolvimento nacional. Isso pode ser medido pela erradicação do analfabetismo, que hoje é de apenas 2%. Porém, a prioridade dada à educação não é uma característica exclusiva da agenda governamental. É um elemento da cultura do povo coreano. As famílias atribuem alta relevância à formação de seus filhos e acompanham sua trajetória escolar. Como resultado da prioridade dada à educação, a população adulta atingiu 11 anos em média de escolarização.
A prioridade dada à educação pode ser medida por alguns indicadores. Cerca de 98,7% dos estudantes do nível primário estão matriculados em instituições públicas. No nível secundário 79,4% estão inscritos em instituições tipicamente públicas e 20,6% em instituições não públicas, mas que recebem subvenção governamental. No nível superior, 48,2% dos universitários freqüentam instituições públicas e 51,8% instituições com financiamento público.
O investimento nacional, público e privado, em educação básica é de 4,1% do PIB. A distribuição desse valor mostra 3,3% de investimentos diretos do poder público e 0,9% oriundo do setor privado. Este patamar é um pouco inferior à média dos países membros da OCDE, que é de 3,5% do produto interno, para o setor público.
Em se tratando de ensino superior, os recursos investidos são da ordem de 2,2% do produto interno bruto. As inversões se dividem em 0,3% originado do setor público e 2,2% do setor privado. Os investimentos totais no setor terciário da educação são superiores à média da OCDE, que é de 1,7% do produto.
Considerando todos os níveis educacionais, inclusive programas e instituições de pesquisa, a Coréia investiu, em 2002, cerca de 7,1% do seu produto. Este valor inclui o gasto das famílias. Trata-se de um patamar superior à média da OCDE (6,1%).
A aplicação de recursos por aluno, em 2002, foi de U$ 3.553 (PPC). Na média da OCDE, o valor é de U$ 5.313. No nível secundário os coreanos têm investido U$ 5.882. As matrículas líquidas, no nível secundário, foram de 95% da população potencial, no ano de 2000.
No nível superior a Coréia tem investido U$ 6.047 dólares por aluno. A taxa bruta de matrícula neste nível é superior a 77%, em 2002. Existem sete categorias de instituições de curso superior, são elas: Faculdades e Universidades; universidades industriais; universidade para formação de professores; cursos de curta duração; curso a distância; cursos tecnológicos e outras com artes e ofícios. É um leque bastante amplo e vincula-se fortemente com os eixos de desenvolvimento promovidos pela nação Sul Coreana. Vale ressaltar que desde 1979, o governo estimula a oferta de cursos de curta duração para atender as demandas da industrialização do país.
A carreira de professor é valorizada, inclusive em termos salariais. Um professor primário ao final de carreira percebe, em média, de U$ 74.965 que é 2,42 vezes superior ao que recebia no início de sua trajetória profissional. A média OCDE é de U$ 40.539. Por sua vez, os docentes da educação média recebem uma retribuição próxima a dos professores do primário. A média da OCDE é de U$ 43.477 dólares PPC.
O percentual do gasto público em educação é da ordem de 15,5% do produto. A distribuição dos gastos por nível educacional mostra 34% aplicado na educação primária, o secundário recebe 43,4% e o nível superior 18,1%. O restante dos recursos públicos se divide em 1,2% para o pré-primário e 3,3% em programas de pesquisa e inovação.
O ingresso obrigatório das crianças na escola ocorre aos seis anos de idade. As taxas de repetência são praticamente residuais. Os indicadores até então relacionados evidenciam a qualidade da educação na Coréia. Em termos comparativos o país também se destaca, conforme demonstra os resultados de 41 países, que participaram do PISA, em 2003.
A média de proficiência dos estudantes coreanos em matemática foi de 542 pontos, atrás apenas de Hong Kong e da Finlândia. A Coréia tem 74% de seus estudantes entre os níveis 3 e 6 da escala de letramento em matemática expressando uma alta qualidade do seu sistema de ensino básico no aprendizado.
Em leitura, a média dos jovens coreanos foi de 534 pontos, ficando atrás apenas da Finlândia. Os estudantes coreanos estão localizados, em sua maioria 76,5%, entre os níveis adequados de desempenho. Em ciências, o desempenho médio da Coréia do Sul alcançou 538 pontos, ficando atrás de apenas três países: Finlândia, Japão e Hong Kong.
Brasil, por favor, esse é um exemplo a ser seguido."
Carlos Henrique Araújo, Mestre em Sociologia, ex-diretor de avaliação da educação básica do Inep/MEC e secretário-executivo da Missão Criança, e Nildo Luzio, Mestre em História, é gestor de políticas públicas do Governo Federal.
A pergunta que poucos nesse país ainda se fazem é: Quando teremos um governante que priorize a educação e faça com que este país atinja o desenvolvimento que esperamos?
9.26.2006
Deu hoje no blog do Noblat
- Aí eles batem. Aí eles começam a se perguntar: Por que ele não cai, por que ele não cai? Eu respondo: Ele não cai porque Lula não é Lula, ele é parte do povo.
O discurso terminou assim:
- Quando tirarem minhas pernas, andarei com as pernas do povo. Se eles tirarem meus braços, gesticularei com os braços do povo. Se tirarem meu coração, amarei com o coração do povo. Se tirarem minha cabeça, pensarei com a cabeça de vocês. Porque não adianta esquartejar e salgar a carne como fizeram com Tiradentes. A carne você mata. Mas as idéias sobrevivem.
Um país tem que ser muito atrasado para ainda eleger personagem de tal quilate.
Saiu no Josias
Alckmin não chegou a comparar o adversário ao Tinhoso, mas passou perto: "Ele é o Judas dessa história porque traiu o povo brasileiro. Teve o desplante de, além de ofender o cristianismo, ofender a nossa história, quando se compara a Tiradentes. Tiradentes morreu porque não traiu e porque não mentiu", disse, referindo-se a uma outra citação feita por Lula no comício de domingo.
A corrupção retarda países emergentes
Financial Times
Justiça manda prender aloprados do PT
Segundo informou à Reuters uma fonte da PF ligada à apuração, também tiveram suas prisões decretadas o ex-analista de risco e mídia do comitê à reeleição de Lula Jorge Lorenzetti; o ex-secretário do Ministério do Trabalho e Emprego Oswaldo Bargas; o diretor afastado do Banco do Brasil Expedito Afonso Veloso; o advogado Gedimar Passos e o empresário Valdebram Padilha.
Leia mais em: http://eleicoes.uol.com.br/2006/ultnot/2006/09/26/ult27u57978.jhtm
9.25.2006
O ser humano é um ser político.
"O homem é um animal político"
E, como tal, se não tivermos a real dimensão desta máxima, estaremos fadados a ser governados e manipulados por aqueles que gostam e querem fazer política. O pior que pode acontecer para alguém que não gosta de política é ser governado por quem gosta.
Todo o cuidado com a internet é pouco.
Deu na Reuters:
"O número de e-mails com mensagens fraudulentas quase dobrou nos primeiros seis meses de 2006, em comparação ao último semestre do ano passado. A informação é do levantamento Internet Security Threat Report, realizado pela empresa de anti-vírus Symantec e divulgado nesta segunda-feira. Na primeira metade de 2006, foram enviadas mais de 157 mil mensagens para tentar obter informações sigilosas em computadores, um aumento de 81% em relação ao segundo semestre do ano passado. Cada mensagem pode chegar a centenas de micros já que se multiplicam em escala geométrica através de spams e vírus de computadores pessoais. A prática é conhecida como phishing. Essas mensagens são enviadas aos e-mails dos internautas e utilizam a identidade de entidades como sites de entretenimento, bancos e empresas de cartão de crédito. Desta forma, os piratas virtuais obtêm informações pessoais e sigilosas dos usuários, como números de conta e senhas. O alvo principal são os usuários residenciais, que se tornaram os mais expostos, informa o pesquisador Ollie Whitehouse. Isso acontece porque o usuário comum, muitas vezes, não realiza procedimentos simples de segurança."Hoje em dia, a maioria das pessoas tem uma impressão digital na internet e está exposta," afirma Whitehouse. SofisticaçãoUma outra tendência é que os piratas virtuais que praticam esse tipo de ação estão se sofisticando mais, conseguindo enganar filtros de spam e outros mecanismos de defesa desenvolvidos por provedores e empresas de softwares para proteger os usuários dos criminosos. Ao mesmo tempo, o foco maior das empresas em segurança vem conseguindo diminuir a vulnerabilidade das companhias de softwares consideravelmente, informou o relatório da Symantec. No caso do Internet Explorer, da Microsoft, por exemplo, registrou-se uma redução no número de dias que os piratas virtuais conseguem explorar falhas de segurança, de 25 dias para 9 dias. O documento também demonstrou que falhas de segurança em browsers como o Opera e o Firefox são problemas contornados em dois dias e um dia, respectivamente. Os dados do relatório foram coletados em 40 mil pontos em mais de 180 países. "
Envolvidos na compra do dossiê são sócios do Lula!
E, no entanto Lula sempre afirma que nada sabe sobre o que fazem seus sócios, parceiros e parentes. A se confirmar isso, este será o presidente mais traído de todos os tempos. Alguém acredita nisso?
Lula sempre jogando a responsabilidade para os outros
Em entrevista às rádios Tupi Rio, Tupi São Paulo e Capital, na manhã desta segunda-feira, Lula chamou os petistas que participaram da operação de "bando de aloprados", mas insistiu que é preciso investigar também o conteúdo do dossiê.
DE OLHO NA OPOSIÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma agenda política e econômica para enfrentar uma eventual crise de governabilidade caso seja reeleito. Ele avalia que a tentativa de compra de dossiê contra o PSDB dinamitou pontes com a oposição que estava reconstruindo, além de ter aumentado dúvidas do mercado e da imprensa sobre sua gestão em um eventual segundo mandato.Leia mais
"A vida humana é assim. Você escolhe um companheiro para determinada função... quem escolheu (a equipe) foi o presidente do partido (Berzoini), que era o coordenador da campanha eleitoral", disse Lula. A entrevista não estava agendada previamente.
O presidente reiterou que não se sente responsável pela escolha dos seus assessores de campanha. "Não admito que errei na escolha dos meus pares", completou Lula.
Ele declarou que, assim como a oposição, também quer saber a origem do dinheiro para a compra do dossiê.
"Eu quero saber não apenas de onde veio o dinheiro. Eu quero saber quem foi que mudou a engenharia política para essa barbárie que foi feita. Eu quero saber quem foi o engenheiro que arquitetou uma loucura dessas", afirmou Lula.
"Eu quero saber quem é o engenheiro que arquitetou uma loucura destas. Porque se um bando de aloprados resolveu comprar um dossiê, é porque alguém vendeu para eles. E este dossiê deve ter coisas do arco da velha. Ou seja, eu não quero apenas saber do dossiê, eu quero saber do conteúdo que levou estas pessoas a cometerem a barbárie. Eu quero saber o conjunto da obra", afirmou o presidente.
Segundo ele, o papel da Procuradoria Geral da União, do Ministério Público e da Polícia Federal é de esclarecer todos os fatos à opinião pública. O presidente acrescentou que no seu governo "não existe lixo debaixo do tapete"."
Com uma mão ele se defende e com a outra ataca.
Lula sempre jogando a responsabilidade para os outros
Em entrevista às rádios Tupi Rio, Tupi São Paulo e Capital, na manhã desta segunda-feira, Lula chamou os petistas que participaram da operação de "bando de aloprados", mas insistiu que é preciso investigar também o conteúdo do dossiê.
DE OLHO NA OPOSIÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma agenda política e econômica para enfrentar uma eventual crise de governabilidade caso seja reeleito. Ele avalia que a tentativa de compra de dossiê contra o PSDB dinamitou pontes com a oposição que estava reconstruindo, além de ter aumentado dúvidas do mercado e da imprensa sobre sua gestão em um eventual segundo mandato.Leia mais
"A vida humana é assim. Você escolhe um companheiro para determinada função... quem escolheu (a equipe) foi o presidente do partido (Berzoini), que era o coordenador da campanha eleitoral", disse Lula. A entrevista não estava agendada previamente.
O presidente reiterou que não se sente responsável pela escolha dos seus assessores de campanha. "Não admito que errei na escolha dos meus pares", completou Lula.
Ele declarou que, assim como a oposição, também quer saber a origem do dinheiro para a compra do dossiê.
"Eu quero saber não apenas de onde veio o dinheiro. Eu quero saber quem foi que mudou a engenharia política para essa barbárie que foi feita. Eu quero saber quem foi o engenheiro que arquitetou uma loucura dessas", afirmou Lula.
"Eu quero saber quem é o engenheiro que arquitetou uma loucura destas. Porque se um bando de aloprados resolveu comprar um dossiê, é porque alguém vendeu para eles. E este dossiê deve ter coisas do arco da velha. Ou seja, eu não quero apenas saber do dossiê, eu quero saber do conteúdo que levou estas pessoas a cometerem a barbárie. Eu quero saber o conjunto da obra", afirmou o presidente.
Segundo ele, o papel da Procuradoria Geral da União, do Ministério Público e da Polícia Federal é de esclarecer todos os fatos à opinião pública. O presidente acrescentou que no seu governo "não existe lixo debaixo do tapete"."
Com uma mão ele se defende e com a outra ataca.
Lula sempre jogando a responsabilidade para os outros
Em entrevista às rádios Tupi Rio, Tupi São Paulo e Capital, na manhã desta segunda-feira, Lula chamou os petistas que participaram da operação de "bando de aloprados", mas insistiu que é preciso investigar também o conteúdo do dossiê.
DE OLHO NA OPOSIÇÃO
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara uma agenda política e econômica para enfrentar uma eventual crise de governabilidade caso seja reeleito. Ele avalia que a tentativa de compra de dossiê contra o PSDB dinamitou pontes com a oposição que estava reconstruindo, além de ter aumentado dúvidas do mercado e da imprensa sobre sua gestão em um eventual segundo mandato.Leia mais
"A vida humana é assim. Você escolhe um companheiro para determinada função... quem escolheu (a equipe) foi o presidente do partido (Berzoini), que era o coordenador da campanha eleitoral", disse Lula. A entrevista não estava agendada previamente.
O presidente reiterou que não se sente responsável pela escolha dos seus assessores de campanha. "Não admito que errei na escolha dos meus pares", completou Lula.
Ele declarou que, assim como a oposição, também quer saber a origem do dinheiro para a compra do dossiê.
"Eu quero saber não apenas de onde veio o dinheiro. Eu quero saber quem foi que mudou a engenharia política para essa barbárie que foi feita. Eu quero saber quem foi o engenheiro que arquitetou uma loucura dessas", afirmou Lula.
"Eu quero saber quem é o engenheiro que arquitetou uma loucura destas. Porque se um bando de aloprados resolveu comprar um dossiê, é porque alguém vendeu para eles. E este dossiê deve ter coisas do arco da velha. Ou seja, eu não quero apenas saber do dossiê, eu quero saber do conteúdo que levou estas pessoas a cometerem a barbárie. Eu quero saber o conjunto da obra", afirmou o presidente.
Segundo ele, o papel da Procuradoria Geral da União, do Ministério Público e da Polícia Federal é de esclarecer todos os fatos à opinião pública. O presidente acrescentou que no seu governo "não existe lixo debaixo do tapete"."
Com uma mão ele se defende e com a outra ataca.
O país a cada dia na rabeira do mundo.
"O mercado reduziu mais uma vez sua projeção para a taxa de crescimento da economia brasileira em 2006, mas cortou as estimativas para a inflação e passou a estimar um corte maior da taxa de juro em outubro, segundo relatório do Banco Central divulgado nesta segunda-feira.
Apesar do governo manter o discurso de que a economia deve deslanchar ao longo do segundo semestre, os analistas consultados pelo Banco Central estimam que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 3,09% em 2006, um pouco abaixo dos 3,11% estimados na semana anterior.
Para 2007, o levantamento do BC mostra que os analistas continuam apostando que a economia do país crescerá 3,5%.
Em relação à inflação, as instituições consultadas reduziram para 3,03% a estimativa para a variação que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve registrar este ano. Essa estimativa está abaixo dos 3,23% estimados no levantamento anterior, e bem inferior ao centro da meta de inflação fixada para o ano pelo governo, de 4,5%."
Esta é uma matéria do UOL Economia, que confirma que o país caminha a passos largos para o atraso, já que neste caso, crescer pouco é andar para trás.
Lula compara-se a Jesus!
""Eu nunca falei que iria ganhar a eleição no primeiro turno. Por modéstia, eu nunca falei. Nunca falei por respeito. Mas quero dizer para vocês: nós vamos vencer essas eleições domingo", disse Lula, em comício realizado neste domingo em Sorocaba (SP). "Se alguém achar que a eleição presidencial vai para o segundo turno, vai ter que esperar para concorrer em 2010. Porque esta eleição nós matamos no dia 1º de outubro."
Discursando para cerca de 4.000 pessoas, o presidente afirmou que "dia 1º de outubro é dia da onça beber água”. E disse estar sequioso: “Essa oncinha está com sede." Desdenhou das denúncias que assediam o PT e o Planalto: "Podem fazer denúncia. Façam o que quiser. Não tem problema. Nós vamos ganhar com a cara limpa."Neste ponto, meteu Jesus no meio da contenda. Só para realçar que o erro de discípulos não desmerece a obra do mestre. "A gente poderia pegar a história e iríamos perceber que, numa mesa de 12, um traiu Jesus Cristo." Noves fora Pedro, que o negou três vezes, Jesus, de fato, só teve um traidor. Mas a comparação de Lula soa, digamos, imprópria.
Primeiro porque o filho de Deus, onipresente como o Pai, a tudo via e de tudo sabia. Segundo porque, na santa ceia petista, a quantidade de Judas é bem maior. Aos 40 da denúncia do procurador Antonio Fernando de Souza (entre eles vários grão-petistas e ex-ministros) veio somar-se a meia dúzia de compradores de dossiê. Terceiro porque a traição dos dias que correm vem custando bem mais do que trinta dinheiros.
Lula faz bem em esgrimir otimismo. É esse o papel de um candidato quando fala aos seus eleitores. De resto, apesar dos pesares, ele vai conseguindo, por ora, caminhar sobre o mar de denúncias com desenvoltura divina. Mas o favoritismo de ontem, vigoroso e acachapante, já não é tão vistoso. E a vitória, se vier, pode converter-se num triunfo de Pirro.
O eventual segundo mandato avizinha-se como uma quadra de questionamentos e turbulências. Um cenário bem mais deteriorado do que aquele verificado em 1º de janeiro de 2003, quando Lula tomou posse falando de coisas como "reformas", "energia ético-política", "pacoto social" e "combate à corrupção". Pressione aqui para rememorar um trecho do discurso de posse.
Em outro comício, na Paraíba, o principal adversário de Lula, Geraldo Alckmin, também discursou em timbre otimista. "A campanha tem crescido em todo o país, vamos para o segundo turno", afirmou.
Alckmin cobrou pressa na apuração do dossiêgate: "Faz uma semana [que petistas foram presos com R$ 1,7 milhão em São Paulo] que as denúncias sobre a compra e venda de um dossiê apareceram e nada foi esclarecido até agora. De onde veio o dinheiro? É óbvio que as pessoas presas não tinham esse dinheiro. Como o dólar entrou no Brasil?"
O presidenciável tucano tem razão em suas cobranças. Há muito por investigar. Para o eleitor, seria extraordinário se as interrogações virassem um imenso ponto final antes de 1º de outubro. Inclusive a imensa interrogação que ronda um personagem que, a propósito, também tem nome bíblico: um tal de Abel, cuja proximidade com o tucanato a Polícia Federal e o Ministério Público esquadrinham com uma disposição digna de Caim."
Comentário meu: Nosso presidente a cada dia surpreende. Comparar-se a Cristo é no mínimo (pra não dizer outra coisa) de uma boçalidade imensa. Só nos resta rezar: "Pai, livra-nos desse cálice!"
9.23.2006
Ser Feliz
Gabriella Ferry
Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo.
Só você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções. Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.
Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma critica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar "eu errei". É ter ousadia para dizer "me perdoe". É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você". É ter capacidade de dizer "eu te amo".
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz.
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.
E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
A verdadeira política
Você pode mudar isto. Exerça seu direito de voto conscientemente.
Marcello Castellani
Luz na política do Brasil
Que venham todos para o dia nacional da vergonha na cara!
Mídia sem máscara
O espetáculo vexaminosos é indesculpável, exceto talvez para o nosso Finório Luiz Inácio e seus fiéis escudeiros da sujidade petista no Executivo e no Legislativo.
Guadagnin é mestra, junto com a Senadora Ideli Salvatti, o Senador Tião Viana, os Deputados Federais Eduardo Valverde, Carlos Abicalil e outros, todos do PT, em atrasar os processos de Deputados acusados de decoro parlamentar, solicitando vistas aos relatórios dos relatores ou encaminhando recursos ao STJ para impedir as oitivas de testemunhas contrarias ao interesse do Executivo – uma tropa de choque em defesa da imoralidade da base governista e principalmente do PT.
A sujidade vem de longe...
A deputada foi acusada de corrupção em 1997 por Luiz Maklouf Carvalho, em reportagem para o Jornal da Tarde, de 28/05/1997, onde o jornalista informava que a empresa Machado e Daniel, ligada ao ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André e ao ex-deputado federal e ex-prefeito de Piracicaba, José Machado, ambos do PT, foi contratada sem licitação pela Prefeitura de São José dos Campos, na gestão da Prefeita do PT, Ângela Guadagnin (1993 - 1996).
Já em 1992 o Ministério Público (MP) de São Paulo investigava as chamadas “caixinhas do PT”, envolvendo a oligarquia corrupta do partido e várias prefeituras do PT. Os alvos do MP paulista eram, dentre outros:
- o Prefeito de Diadema, José Augusto da Silva Ramos do PT, hoje no PSDB;
- o Banestado e funcionários da Prefeitura de Diadema;
- os petistas Luis Inácio Lula da Silva, José Dirceu, Jacó Bittar, Ângela Guadagnin, Paulo Okamoto (o Intocável protegido do STJ);
- a empresa CPEM (Consultoria para Empresas e Municípios), que tinha ligações com o advogado Pedro Teixeira, compadre de Lula, padrinho de Luis Cláudio, filho mais novo do atual Presidente da República. Pedro Teixeira é dono do imóvel onde Lula residiu por um período de oito anos (1989-1997), gratuitamente, e de um sítio onde o então Presidente de honra do PT se refugiava para descansar.
Em 1997, Paulo de Tarso Venceslau, ex-militante da ALN (Ação Libertadora Nacional), que militava no PT e fora membro do seu Diretório Nacional, e secretário de Finanças das Prefeituras petistas de Campinas e São José dos Campos, denunciou os processos de corrupção naquelas prefeituras petistas.
Não só estas acusações mas também as de outros antigos militantes da ALN e petistas históricos como Cezar Queiroz Benjamin, na Consulta Popular, e Cid Queiroz Benjamin, no Jornal do Brasil, de 31 de janeiro de 2002, acusações oriundas na mesma origem, o lamaçal vertido das Prefeituras petistas no Estado de São Paulo; no assassinato de Celso Daniel; no escândalo do Bingo; nos episódios do caso Waldomiro; nos gastos em cartões de crédito e muitas outras coisas mais movimentaram a produção de lama na área do Executivo e da base governista sustentadora do Finório Luis Inácio
Há um fato marcante no processo de corrupção do PT que merece ser recordado. Em 17 de julho de 2005, o Finório Lula enunciou em Paris, para uma repórter freelance, o que poder-se-á proclamar como a primeira, verdadeira e única Lei de Lula, O Finório: “A desgraça da mentira é que, ao contar a primeira, você passa a vida inteira contando mentira para justificar a primeira que contou” (extraído de um texto de Rui Nogueira, em Primeira Leitura, difundido na Edição nº 1719, de 24/03/2006).
Desde 1979/81 passando pela Constituinte e pela votação da Constituição em 1988, O “Finório” cumpre religiosamente a sua Lei. De lá para cá o que tem feito o Finório, Luis Inácio Lula da Silva? Mentir e buscar a proteção da mentira e do “não sabia”, mesmo sabendo. Claro! A cara apalermada, o sorriso fajuto e o ar de malandro, sempre teatralizado, ajudam o Finório Primeiro Mandatário. E o povo simples acredita. Mas há os que não acreditam, graças a Deus! E quando não acreditam dá no que deu agora com o seu Palocci.
Estes fatos não ajudam a incutir no imaginário de quem quer que seja, o desconhecimento dos mecanismos das possíveis tramas de Caixa 2, ou se quiserem de “recursos não contabilizados”, pois Lula e a sua camarilha das Secretarias da Executiva, analisaram, planejaram e desencadearam, no passado, quando na direção do PT, denúncias contra seus adversários, acusando-os destes e de outros tipos de ilícitos com ou sem cobertura da mídia e com vazamentos de alguns Procuradores, tal qual agora acontece.
O atual Deputado Federal do PT/SP, José Eduardo Cardozo e Hélio Bicudo sabem muito bem, pois faziam parte do Conselho de Ética do PT, que julgava os fatos e protestaram com o arquivamento da sindicância ordenada por Lula e Zé Dirceu – está nos jornais da época, parece brincadeira mas não é...
A trama de captação de recursos urdida por Luis Inácio, José Dirceu, Delúbio, os tesoureiros nacional e regionais do PT, ou os encarregados financeiros das campanhas petista nacionais ou não (Diógenes do PT, Luiz Eduardo Greenhalgh, Antônio Palocci, Luiz Belisário e outros), para, desde 1992, apoiarem o projeto petista de “todo Poder para Lula”, fosse quando fosse, é mais do que hipótese. A urdidura foi iniciada com base na captação ilícita de recursos em nível municipal em Porto Alegre e nas Prefeituras paulistas e outras onde o PT venceu.
O modus operandi é o mesmo - o engodo, o fingimento, a teatralidade lacrimosa que desperta a compaixão dos crédulos, a repetição inesgotável de esfarrapadas desculpas e razões, são alguns itens que configuram os procedimentos da oligarquia petista e de seus cúmplices em momentos de crise, quando se vêem expostos perante a sociedade em sua real expressão.
A corrupção petista é inata, parida na relação promíscua de objetivos políticos inconfessáveis, fraudes inesgotáveis sempre dissimuladas nas entrelinhas de seus Estatutos e Programas, confrontantes com as leis que codificam o Estado Democrático de Direito, cujas estruturas políticas, econômicas e sociais desejam romper, seja pela via reformista, seja pela via do golpismo dissimulado sob a proteção de magistrados políticos da laia Jobim, para substituí-lo por um Estado Socialista de caráter democrático-popular indefinível.
A persistente frustração diante das sucessivas derrotas eleitorais (1989, 1994 e 1998) incutiu no Finório Lula e seus asseclas a necessidade de ativar o processo, hipoteticamente formulado e adaptado à formação moral dos que vislumbram na República Federativa do Brasil uma mera representação do Estado Burguês, cuja ruptura sempre almejaram.
Parodiando o filósofo, a luta política em curso é um mal antigo de raízes profundas produzidas pelos carcereiros da inteligência, estes supostos intelectuais que não se cansam de tentar renovar modelos fracassados, de Estados autocráticos e totalitários.
Ser intelectual da esquerda revolucionária? É se dar à mesquinha posição de glorificar heranças ideológicas de tresloucados aventureirismos políticos. Como sempre, ficarão como espectadores privilegiados destas fratricidas carnificinas das quais são os principais incentivadores ao longo de nossa história.
Alguns fatos nesta série de episódios de corrupção que se arrastam desde junho de 2005: a agressividade da base governista onde uma “tropa de choque” se descabela dia a dia, na medida em que as coisas pioram para o desgoverno que aí está; o grande número de expedientes e de requerimentos de duvidosa importância; o nem sempre sutil bloqueio de oitivas de mérito real; as discussões estéreis, sob a capa de uma pretensa liberdade de expressão que projetam uma falta de educação ímpar, capaz de minar os trabalhos em curso, são alguns indícios visíveis nas operações petistas de abafa CPI ou CPMI.
Não que a educação seja atributo só de petistas. A grande maioria destes parlamentares são vinhos da mesma pipa, como os classificou, em excelente artigo, o General da reserva da Força Terrestre, Raimundo Negrão Torres.
Tanto a Comissão de Ética como as CPI ou CMPI se pautarem pelas normas da Ética (tão falada e pouco observada), do Direito e do Bem Comum poderão alcançar objetivos que engrandeceriam o Legislativo, fato quase inusitado na vida deste nosso Brasil.
Há que torcer para fatos que, mesmo sendo preventivos, podem vir a ser definitivos, como é o caso do afastamento da Deputada Ângela Guadagnin do Conselho de Ética.
A luta política será árdua e espero, sem muita esperança, que os Relatórios aliviem a vergonha que até agora sentimos, pois somente o impedimento do Finório e a limpeza geral dos Três Poderes seriam capazes de lavar nossa alma.
Ao mesmo tempo, desejamos que os Comandantes dos Comandos Militares do Leste e do Sudoeste mantenham as suas atitudes nas áreas de seus Comandos. Parece haver uma tênue luz no fundo do túnel. Que a luz brilhe em data de boa lembrança!"
Deu no Correio
Leia mais aqui: http://www.correioweb.com.br/hotsites/eleicoes2006/noticias.htm?ultima=2683012
Trucagem publicitária
DA REDAÇÃO
O programa de TV de Luiz Inácio Lula da Silva fez um truque de edição na propaganda exibida na quarta-feira para dar a impressão de que o petista foi aplaudido de pé pela platéia que o assistia na ONU em Nova York.No vídeo, foi mostrado parte do discurso que o presidente fez na abertura da 61ª Assembléia Geral da ONU na última terça.Após falar sobre Bolsa-Família, Lula não foi aplaudido de pé como mostra o programa. No vídeo original, disponível no site da ONU (www.un.org/webcast), a platéia, incluindo o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, não se levantou para bater palmas.A cena em que o público faz aplausos de pé, na verdade, era do último discurso diante dos líderes globais que o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, fez.A montagem feita pela produtora do petista foi divulgada ontem pela internet, no e-mail diário enviado pelo prefeito do Rio, Cesar Maia, que mantém um "ex-blog". Na mensagem, o pefelista chama o truque de "grande fraude".Na propaganda, Lula diz: "Se fizemos tanto no Brasil, imaginem o que não poderia ser feito em escala global, se o combate à fome e à pobreza fosse uma prioridade da comunidade internacional".À Folha a assessoria de imprensa do PT afirmou que Eduardo Costa, da produtora TV Mais, falaria sobre o caso. Sua secretária confirmou que só ele comentaria a edição do programa, mas disse que ele não poderia falar pois estava "em reunião".
Lula é o PT. O PT é o Lula!
"O PT é o Lula. Não são pessoas que estão lá longe [os envolvidos com a compra do dossiê]. Não são fatos isolados. São fatos em seqüência. A festa da democracia, que é a eleição, virou problema policial, e mal-resolvido".
Opine.
Heloísa Helena afirma que dinheiro sujo paga contas de Lula
Helóisa Helena - Candidata do PSol à presidência.
Sabia ou não sabia?
Teatro das demissões
LULA SABIA ou não sabia? A dúvida foi intensa no escândalo do mensalão, e se repete, com menos ênfase talvez, neste caso do dossiê contra Serra. É que, de certo ponto de vista, a pergunta deixa de ter relevância. Com Lula sabendo ou não, o essencial é que, sob o seu governo, criou-se um sistema criminoso de aparelhamento do Estado a serviço do PT. Vê-se agora que nada do que ocorreu durante a crise do mensalão levou os dirigentes do partido a mudar de comportamento. Para cada Delúbio que sai, há sempre um Gedimar, um Freud, ou seja lá que nome tenham, para manter a máquina funcionando. Lula promove algumas demissões, mas o esquema se recupera prontamente, do mesmo modo que uma árvore ganha força ao ser podada de vez em quando. Se os escândalos não tiveram, até agora, grande impacto sobre a popularidade de Lula, isso em parte se deve à sua pronta disposição para demitir quem quer que seja: Zé Dirceu, Palocci, Gushiken, Genoino, e agora Berzoini, duram o quanto puderem durar. A cada escândalo, Lula se livra da tutela do PT, sem perder as vantagens que lhe traz uma organização disposta a tudo para mantê-lo no poder. Seu governo pôde mesmo, graças ao escândalo, beneficiar-se com um ganho de eficiência. Coincidência ou não, os resultados administrativos mais palpáveis começaram a aparecer depois da saída de Zé Dirceu, em cujo gabinete, ao que se diz, emperravam-se dezenas de comissões e projetos. O teatro das demissões não impede que o alto e o baixo clero petistas se comportem como se fossem donos do Estado brasileiro. O delírio aparelhista, as violações freqüentes da lei, as investidas contra o sistema republicano ganham livre curso, acompanhadas de quando em quando por ataques à liberdade de imprensa, enunciados com ares de indignação e inocência. É curioso que venham das antigas bases sindicais do PT os atos mais infames do governo. Delúbio, Berzoini, Gushiken, Palocci, Freud Godoy, Jorge Lorenzetti, Paulo Okamotto, não são nomes que surgiram depois de instaurado o vale-tudo das alianças com o PL e o PTB. São petistas autênticos, de longa data. Um passado de lutas funciona como espécie de autorização interna para a delinqüência. A duplicidade moral se torna o modo de funcionamento básico do governo Lula que não sabe de nada, mas não sabe sabendo. É assim que o gangsterismo partidário convive com a independência da Polícia Federal. De certo modo, Lula desenvolve a tática do "cada macaco no seu galho". Deixa o Banco Central na mão dos ortodoxos, deixa o vice-presidente criticar os juros; põe Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, e faz aliança com deputados adeptos da motosserra; não impede as ações da PF, muito menos as velhacarias dos companheiros de partido. Punam-se os culpados, com rigor! Temos outros para continuar o serviço.
O PT e o poder
No mais recente escândalo protagonizado pelo PT, nenhum membro da oposição esteve envolvido e no entanto, o PT manipulando os fatos, une-se a vários movimentos sociais e apregoa que há uma tentativa de golpe da oposição contra "o governo do operário".
Qualquer cidadão neste país, percebe que não há no horizonte quaisquer atentados à boa ordem social (com exceção os perpetrados pelo próprio PT) eclodindo no Brasil.
O tal "presidente operário" não passa de obra de ficção, pois Lula deixou de ser operário há várias décadas e hoje é membro ativo da elite brasileira, dono de um patrimônio que alcança a casa do milhão de reais.
Esse jogo demagógico e irresponsável apenas serve para demonstrar que este partido proporcionou a todo o país um enorme atraso, nos campos ético e moral e que sua recondução ao poder, poderá reverter em décadas o desenvolvimento político e social brasileiro.
Marcello Castellani
Inflação baixa e crescimento medíocre
Com toda esta ortodoxia vigente desde a posse de Lula em 2003, é inevitável que o país cresça bem menos que o previsto (4%) pelo governo, ficando abaixo de 3%. Algo em torno de 2,9% é o que a CNI estima para o PIB neste ano.
O quadro é assustador. Juros altos, carga tributária que asfixia o setor produtivo, investimento zero em infra-estrutura e o governo demagogicamente, apregoa que o PIB crescerá 4% a partir deste ano, o que a realidade desmente enfaticamente, apenas para vender ao eleitorado um governo competente, o que na realidade está longe de ser.
A se confirmarem os resultados das pesquisas, novamente a população comprará gato por lebre e, ano que vem, pagará o preço por mais esta insensatez.
Marcello Castellani
Sem investimentos o Brasil não cresce
Não faltam indicadores para justificar o diagnóstico (veja quadro ao lado). Nos transportes, 70% da malha rodoviária brasileira está em condições ruins ou péssimas de rodagem. Esse é um dos principais motivos das perdas da produção de grãos, que chegam a 12% da safra de arroz e a 7% da de soja. No setor de saneamento, o retrato é igualmente desolador -- 27% das residências brasileiras não têm acesso a rede de tratamento de esgoto e 11% não têm água tratada, o que faz com que mais de 1 000 crianças sejam internadas diariamente pelo fato de viver sem boas condições sanitárias. Na área de energia, o alerta é máximo. Especialistas do setor e o próprio governo estimam que, para o país crescer 4,5% ao ano, será preciso adicionar desde já 4 100 megawatts de eletricidade ao ano -- sem isso, o risco de um novo apagão nos próximos anos é enorme. Um levantamento do Instituto Acende Brasil, que reúne investidores do setor energético, mostra que as usinas licitadas no ano passado somaram apenas 740 megawatts. "A incerteza sobre o fornecimento de uma coisa tão básica como energia diminui a competitividade do Brasil e afasta novos investimentos", afirma Heinz-Peter Elstrodt, sócio-diretor da McKinsey no Brasil. "Isso se traduz em menos crescimento e, conseqüentemente, menos bem- estar para a população."
Segundo o estudo da McKinsey, ainda é possível evitar os dois apagões que rondam a economia -- o de energia e o de transportes. O primeiro passo é fazer o diagnóstico correto do problema. "É fundamental que o governo entenda que é impossível resolver a infra-estrutura sem investimentos do setor privado", diz Paulo Fleury, diretor do Centro de Estudos em Logística da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Segundo a Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), o Brasil precisa investir 88 bilhões de reais a cada ano para equacionar os problemas. Estima-se que o governo investirá apenas 24 bilhões de reais neste ano -- e nada indica que esse montante crescerá significativamente nos próximos anos.
Na lanterna
Compare a infra-estrutura brasileira com a de outros países. O instituto suíço IMD deu notas a vários setores tendo os Estados Unidos como referência (nota 100)
Infra-estrutura geral
EUA
100
Coréia
78
China
63
Índia
56
Brasil
50
Transporte de carga
EUA
100
Coréia
68
China
61
Índia
63
Brasil
46
Energia
EUA
100
Coréia
92
China
63
Índia
58
Brasil
56
Saneamento
EUA
100
Coréia
73
China
66
Índia
49
Brasil
47
O investimento é baixo
Saiba quanto o país investe(1) em infra-estrutura em relação ao mínimo que deveria ser investido anualmente
Petróleo e gás natural
84%
Telecomunicações
65%
Energia elétrica
60%
Transportes
45%
Saneamento básico
33%
(1) Média do período de 2003 a 2005Fontes: Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib) e IMD
Diante da falta de dinheiro público, a retomada das privatizações aparece como uma das principais medidas propostas pela McKinsey. Especialistas afirmam que há pelo menos 3 000 quilômetros de rodovias em condições de ser privatizadas imediatamente. O mesmo vale para 80% do setor de geração de energia e toda a administração portuária. No caso dos portos, a privatização parou no meio do caminho. Desde 1997, apenas os terminais de carga passaram para mãos privadas. Por falta de investimentos, a maioria dos portos -- incluindo Santos, o mais importante do país -- não tem condições de receber navios de última geração. Importadores e exportadores poderiam economizar 1,2 bilhão de dólares em fretes transoceânicos caso os portos operassem embarcações modernas.
Outra forma de atrair investimentos privados é por meio das parcerias público-privadas (PPPs). Esse tipo de contrato permite que uma empresa invista junto com o governo, por exemplo, na construção de uma estrada e possa cobrar o pedágio no futuro. "Uma das vantagens das parcerias é que as obras sofrem menos atrasos e têm mais qualidade", afirma Maurício Endo, diretor de estruturação de PPPs da consultoria KPMG. "Como o investidor privado vai operar o serviço no futuro, ele tende a ser bastante rigoroso com o projeto para evitar gastos adicionais com manutenção." O país com mais experiência nesse tipo de contrato é a Inglaterra. De 1995 para cá, o governo britânico assinou mais de 600 PPPs em áreas como transportes, segurança e saúde. No Chile, as PPPs foram utilizadas para modernizar e ampliar seu sistema de transportes, considerado um dos melhores do mundo pelo instituto de pesquisas do IMD, a prestigiada escola de administração suíça. As PPPs começaram a ser discutidas no Brasil no início do atual governo, mas nenhum contrato foi assinado até agora.
Embora quase inexistam grandes obras em andamento no Brasil, a ironia é que sobram interessados em investir. "Os setores de infra-estrutura são ótimo negócio, pois dão retorno garantido", afirma Pires, do CBIE. Mas trata-se de um tipo de investimento que tende a dar resultado apenas a longo prazo -- e portanto é vital que haja confiança nas regras do jogo e nos contratos, sem o que ninguém se dispõe a aplicar o dinheiro. A experiência internacional sugere que as agências reguladoras têm papel fundamental na garantia dessa estabilidade. Elas são órgãos com independência dos governos e com poder para tomar decisões. Nos Estados Unidos, a primeira agência surgiu em 1978, com a privatização da aviação. Desde então, elas se consolidaram como órgãos verdadeiramente reguladores, intermediando os interesses dos consumidores, dos investidores e do governo. Sua existência é uma das condições fundamentais para que o governo americano atraia investimentos de longo prazo. É o caso, por exemplo, da ponte Chicago Skyway, que conecta estradas dos estados de Illinois e Indiana -- a empresa que ganhou a concessão investirá quase 2 bilhões de dólares e poderá cobrar pedágio pelos próximos 99 anos.
Enquanto isso acontece lá fora, o Brasil trilha o caminho inverso. Criadas na década de 90, as agências brasileiras vêm sofrendo constantes ataques por membros do governo Lula. Uma das formas encontradas para enfraquecê-las é retirar sua independência financeira, sem a qual é impossível contratar gente qualificada para fiscalizar as empresas e realizar os estudos necessários. Apesar de os recursos serem garantidos pelas concessionárias de serviços -- cada conta de luz ou telefone tem embutida no preço a fatia que vai para a agência --, o dinheiro acaba retido pelo governo. Só em 2005, as seis principais agências deixaram de receber 4,5 bilhões de reais que lhes pertenciam. Um sinal eloqüente do esvaziamento das agências é o número de vagas não preenchidas. Dos cinco diretores da Agência Nacional de Petróleo, por exemplo, só dois ocupam o cargo -- três cadeiras estão vagas. Um dos dois ocupantes é o ex-deputado Haroldo Lima, do PCdoB, um político sem carreira prévia no setor de petróleo. "É óbvio que num ambiente desse tipo a confiança do empresário diminui", afirma Paulo Godoy, presidente da Abdib.
O que precisa ser feito
Algumas das principais recomendações da McKinsey para melhorar a infra-estrutura do país
Fortalecer as agências reguladoras
Retomar as privatizações
Realizar parcerias públicoprivadas (PPPs)
Reduzir impostos dos serviços básicos
Como é no Brasil
Criadas nos anos 90 para regular os serviços privatizados, as agências vêm sendo enfraquecidas. Desde 2003, a União reteve 7 bilhões de reais destinados a esses órgãos. Muitos dirigentes indicados não são especialistas nos setores de regulação. Esse cenário diminui a confiança do investidor privado
Pelo menos 3 000 quilômetros de rodovias, 80% da geração de energia e toda a gestão portuária poderiam ser privatizados. No caso dos portos, só os terminais são privados. As estatais cobram pela entrada dos navios, mas não fazem as melhorias necessárias. Afalta de dragagem no porto de Santos faz com que navios de grande porte saiam carregados parcialmente para não bater no fundo
ALei das PPPs (contratos em que governos e empresas dividem a construção e a operação de obras e serviços públicos) foi aprovada há mais de um ano e meio, mas apenas uma licitação foi realizada até agora — a que viabilizará a operação privada de uma linha de metrô na cidade de São Paulo. Estima-se que o setor privado possa investir 35 bilhões de reais em cinco anos só em PPPs federais
O Brasil é um dos países que mais cobram impostos dos serviços básicos.A tributação representa 48% do preço final da eletricidade, 47% da telefonia e 39% dos transportes. A alta taxação encarece os serviços, estimula a inadimplência e as ligações clandestinas. Esse cenário dificulta o aumento da escala de consumidores, fundamental para baratear qualquer produto e serviço de infra-estrutura
Quem já fez
Nos Estados Unidos, as agências se consolidaram há décadas. Elas têm independência financeira total e seus dirigentes têm de ter carreira nos setores regulados. Essas condições aumentam a confiança do setor privado, que se dispõe a entrar em contratos de até 99 anos, como é o caso da ponte Chicago Skyway
Na Holanda, o porto de Roterdã foi integralmente privatizado em 2004. A dragagem dos canais de acesso é feita quase diariamente, permitindo o acesso a navios de qualquer porte. Recursos privados garantem investimentos em tecnologias de ponta, como satélites que ajudam a evitar filas de navios e obras como a futura ampliação do porto, que custará 2,6 bilhões de euros
Desde 1994, o Chile realizou 45 PPPs, que injetaram 6 bilhões de dólares na infra-estrutura do país.A maior parte desse valor veio da iniciativa privada. As PPPs foram um dos principais meios de o Chile melhorar seu sistema de transporte de cargas.Atualmente, a infra-estrutura chilena é considerada uma das melhores do mundo pelo IMD
O Chile e a Coréia do Sul têm níveis de taxação bem mais baixos. No Chile, a tributação sobre a eletricidade e as telecomunicações é de 27% e sobre os transportes de 25%. Na Coréia do Sul, a eletricidade é taxada em 31%, a telefonia em 32% e os transportes em 27%. Os dois têm, de longe, a melhor infra-estrutura quando comparados com outros países emergentes
Outro fator que tem minado a confiança empresarial é a falta de clareza existente no governo sobre o papel das agências ambientais. No mundo todo, a equação que tenta combinar necessidade de desenvolvimento com preservação ambiental é instável -- geralmente os investidores reclamam dos ambientalistas e vice-versa. Mas lá fora os debates têm hora para começar e terminar -- uma vez batido o martelo sobre o que pode ser feito, as obras são levadas a cabo. No Brasil tem ocorrido o in verso. As leis ambientais não são claras e os processos de licenciamento permitem uma infinidade de novas exigências aos investidores. A conseqüência é que nunca dá para saber quando -- e com que custo -- uma obra será liberada. Com isso, os embargos ambientais viraram um dos maiores entraves aos novos projetos de infra-estrutura. A saída, dizem os especialistas, passa por duas frentes distintas. De um lado, pela melhora da legislação. Hoje, os agente públicos respondem pessoalmente no caso de um desastre ambiental. Tamanha responsabilidade acaba levando a uma paralisia -- o melhor é não aprovar nada para não correr risco no futuro. Por outro lado, é preciso coordenar melhor o trabalho dos diferentes órgãos do governo. "Não adianta o Ministério de Minas e Energia planejar sozinho os projetos do setor elétrico, pois eles acabam vetados em outras pastas", afirma Sérgio Abranches, cientista político. "O mundo todo enfrenta a mesma dificuldade, e o melhor caminho encontrado até agora foi aumentar a interação entre as áreas que tratam do assunto."
Os efeitos da privatização
Compare o desempenho dos setores de telecomunicação e portuário após a privatização
Nas telecomunicações
Antes das privatizações(1)
Depois das privatizações(2)
Número de linhas fixas por 100 habitantes
12
27
Celulares por 100 habitantes
3
47
Pessoas com acesso à internet
480 000
35 milhões
Nos portos(3)
Tempo diário de operação dos terminais
16 horas
24 horas
Espera para atracar um navio
Até 96 horas
Atracação imediata
Número de contêineres embarcados e desembarcados
De 8 a 15 por hora
De 35 a 40 por hora
(1) 1997 (2) 2005 (3) Privatização parcial, apenas dos terminais de cargaFontes: Aliança Navegação e Logística, Anatel, E-Consulting
Destravar a infra-estrutura é um desafio para todos os países. Não é trivial convencer investidores a empenhar bilhões de dólares em obras que demoram anos para começar a dar retorno. O fato é que o Brasil tem demorado demais para começar a encarar esse desafio. Na maioria dos setores, uma decisão tomada hoje pode levar anos para tornar-se realidade -- e o tempo começa a ficar escasso. Uma boa notícia é a percepção de que, se o país acertar com competência o ambiente para os investidores, dinheiro não faltará. Vários fundos de pensão começam a demonstrar apetite pelo setor. Ao todo, estão saindo do papel cinco fundos de investimento em participação (FIP), com condições de injetar 3,5 bilhões de reais nas áreas de energia, saneamento, concessões rodoviárias, portos e ferrovias. "Estamos buscando negócios", diz Guilherme Lacerda, presidente da Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que administra um patrimônio de 23 bilhões de reais e participa dos cinco FIPs . Ao que tudo indica, só falta o governo fazer sua parte.
Revista Exame em 22/09/2006
9.22.2006
Um presidente cercado de escândalos
As respostas do presidente Lula se repetem com uma monotonia impressionante. Sua linha de defesa é: não sabia, não tinha interesse porque está na frente das pesquisas, afastou e mandou investigar.
Nada disso convence, evidentemente, porque é pouco diante da perigosa aproximação dos escândalos. Desta vez, foi o presidente do partido e coordenador da campanha, o assessor que é de copa e cozinha, o outro que era o churrasqueiro, o diretor do Banco do Brasil, chefes de setor dentro do comitê de campanha. Não há um único não petista envolvido nesse escândalo. Claramente foi feito por quem estava com a mão no dinheiro e no dossiê. Não há outros suspeitos. Lula não tem como responder, a não ser fazer frases improváveis ou escalar no adjetivo. Renato Machado, ao fazer a primeira pergunta, lembrou que ele já tinha dito que era “abominável”, mas que tinha acontecido com pessoas ligadas a ele, e tudo o que Lula pôde dizer foi aumentar o grau do adjetivo: “É muito abominável”. Ele já está ficando sem palavras.
Postado por Miriam Leitão em seu site: http://oglobo.globo.com/online/economia/miriam/
De Miriam Leitão
"O governo do PT tem mostrado uma crônica incapacidade de enxergar a fronteira entre público e privado; entre Estado e governo.
O filho do presidente convida os amigos para férias por conta do erário. Os amigos viajam em avião da FAB e usam o Palácio Alvorada como resort. Quando o governo foi questionado pela imprensa, o presidente determinou que ninguém falasse sobre o assunto, nem mesmo a FAB, e reagiu indignado como se sua privacidade estivesse sendo invadida.
Os limites da privacidade de uma pessoa que ocupa um cargo público são diferentes de uma que não está a serviço do governo. Interessa saber, não os segredos pessoais, mas até que ponto o interesse público foi atingido.Quando aparelhou todos os órgãos públicos, indicando pessoas sem qualquer capacidade para grande parte dos cargos da máquina pública; quando permitiu que dirigentes do PT usassem as instalações do Palácio do Planalto como se fossem propriedade petista; quando transformou a auto-suficiência de petróleo, conquistada por cinco séculos de esforço nacional, em campanha da atual gestão e em ano eleitoral, o governo Lula estava mostrando que não sabe diferenciar Estado de governo.
O governo Lula foi um retrocesso em inúmeros processos de aperfeiçoamento que o país vinha conquistando nos últimos tempos. O uso das agências como cabide de emprego de políticos sem mandato representou um enorme prejuízo em termos de avanço regulatório. No caso do petróleo, em que uma empresa é praticamente detentora de monopólio, a independência da ANP era fundamental para que a regulação fosse cumprida. Hoje, que poder teria a agência para impor qualquer limitação à poderosa estatal?"
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Deu no Noblat
Golpe é conversa de quem está acuado
Lula disse esta manhã em entrevista à rádio CBN o que dissera pela primeira vez no início da semana quando viajou para participar em Nova Iorque de mais uma Assembléia Geral da ONU: que a oposição aproveita o escândalo do dossiê contra José Serra, candidato do PSDB ao governo de São Paulo, para tentar melar a eleição presidencial.
- Eu não acho. Eu vejo isso todo dia. Parece-me que algumas pessoas da oposição não gostam do jogo democrático - acusou.
Há pouco, em reunião com prefeitos em Brasília, insinuou que pode ser retirado do poder à força.
Ao invés da oposição, o ministro Tarso Genro, das Relações Institucionais, preferiu atirar nas “elites” que não admitem mudanças de baixo para cima. Pelo mesmo motivo, oposição e elites foram alvos do manifesto assinado por representantes de 55 movimentos sociais
O que significa para essa gente melar a eleição?
Por acaso Lula está informado de que a oposição planeja um golpe para suspender a eleição do próximo dia 1 de outubro? Ou de que conspira com o ministro Marco Aurélio de Mello, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, para que ele arranje algum pretexto e anuncie o adiamento da eleição?
Sem militares não se aplicam golpes. Não há militares dispostos a aplicar um - nem condições políticas para que um golpe seja bem-sucedido. O ministro Marco Aurélio, o mais recente desafeto do governo, não teria o apoio dos seus pares para subverter o calendário eleitoral. Dos seus pares e de ninguém.
Então "melar a eleição" só pode significar bater duro em Lula para que ele perca pontos nas pesquisas eleitorais, para que a eleição se decida em segundo turno e para que Alckmin tenha chance de vencê-lo. Mas, ora, o papel da oposição em toda parte não é o de bater no governo para tentar virar governo?
Não foi assim que Lula chegou lá?
O que pode haver de errado nisso ou de desapreço pelo “jogo democrático"? A crítica contundente é peça essencial do jogo. Quem deu motivos para apanhar foi o PT, protagonista de tantos
escândalos memoráveis. Lula também deu com seu comportamento ambíguo ou cúmplice em relação a seus sócios.
Porque não basta que ele reprove, como fez, mais uma travessura dos seus "meninos", depois promovidos a "bandidos". Ou que a qualifique de "loucura". Ou que admita ter afastado o deputado Ricardo Berzoini (SP) do comando de sua campanha somente para poupá-lo de ficar se explicando sobre a ação amadora dos arapongas do PT. Berzoini, ali, causaria prejuízo à campanha.
Esperava-se de Lula que se indignasse com o episódio do dossiê pelo que ele de fato significa - uma tentativa de melar a eleição em São Paulo. Aqui, sim, a expressão cabe. Afinal, valendo-se da ajuda de um diretor do Banco do Brasil e de dinheiro irregular, o PT jogou sujo para calar quem lhe chantageava – os Vedoin. E, de quebra, provocar danos à candidatura Serra.
Mas quer mesmo saber a verdade? Nada de diferente se poderia esperar de Lula. Para ele, Delúbio Soares, o mentor do caixa 2 do PT, é o "nosso Delúbio". Depois de violar o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Antônio Palocci, ex-ministro da Fazenda, segue sendo "irmão" dele. E há lugar nos palanques de Lula para mensaleiros, vampiros e sanguessugas.
Berzoini não é culpado pelo crime cometido por aqueles que lhe deviam severa obediência. E Freud Godoy, segurança de Lula há 17 anos e suspeito de ter autorizado a operação do dossiê contra Serra, é inocente, inocentíssimo, segundo se apressaram a decretar Lula, o vice-presidente da República José Alencar e os ministros Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, e Tarso Genro.
É tarefa da Justiça, e somente dela, julgar e condenar, repete Lula à exaustão. E ele está certo. É por isso que deve, no mínimo, desculpas públicas ao ex-presidente José Sarney a quem já chamou de ladrão, e ao ex-presidente Fernando Collor, absolvido pelo Supremo Tribunal Federal. No passado, Lula disse poucas e boas a respeito dele. E contribuiu para sua queda.
É tarefa do governante, e somente dele, escalar seus auxiliares de estrita confiança.
Parente não se escolhe - companheiro, sim. Churrasqueiro, também.
Na melhor das hipóteses, Lula não sabe escolher.
Na pior, sabe, mas tem dado um azar danado.
Deu no Josias
Há também no sítio petista um artigo do cientista político Emir Sader. Condena a transformação de José Serra em “vítima” e denuncia a “nova ofensiva em prol de um impeachment”. Hipótese da qual ele próprio desdenha: “(...) O povo”, diz Sader, “mais uma vez não dá bola pra direita”. Sei não. E se for preciso atravessar uma via de mão-dupla? E se o lateral direito pedir a bola na pelada do final de semana?
Há ainda um artigo de Milton Pomar, petista de Santa Catarina. Acusa a imprensa de ter trocado o jornalismo pela propaganda; protege-se José Sarra, acredita ele, e ataca-se o petismo e Lula. Sustenta que acusações miúdas ao presidente jogam “lenha em uma fogueira que arde em outros países há muito tempo, sem perspectiva de apagar.”
O petismo está cheio de razão. A quadra é mesmo grave. Recomenda vigilância. Há descerebrados demais à solta. São todos muito parecidos. Usam crachá do mesmo birô de "inteligência", padecem da mesma inanição mental e guardam perigosa proximidade com um invariável personagem: Lula. Deus proteja o PT de si mesmo.
Caio Fábio diz que foi pressionado por PT no caso Cayman
Pastor acusado de intermediar dossiê contra tucanos em 1998 recebeu apelos de petistas para divulgar papelada
Ricardo Muniz
Não é de hoje que o Partido dos Trabalhadores busca avidamente informações comprometedoras para desqualificar quem lhe é incômodo politicamente. Pelo relato do pastor evangélico Caio Fábio D'Araújo Filho, assim foi na campanha presidencial de 1998. A diferença é que naquela ocasião o PT conseguiu tirar a tempo o corpo da linha de tiro.
Quem se deu mal mesmo foi Caio Fábio, acusado de intermediar o Dossiê Cayman, uma papelada que comprovaria que Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Sérgio Motta e Mário Covas mantinham centenas de milhões de dólares em um paraíso fiscal no Caribe. As investigações desqualificaram os documentos como pura armação.
O reverendo alcançou na década de 1990 um status inédito: foi um líder evangélico respeitado em todo o País. Com a Fábrica de Esperança, um ambicioso projeto social em Acari, no Rio, Caio Fábio foi incensado pela mídia e se acostumou a receber visitas ilustres. FHC, por exemplo, apareceu lá em janeiro de 1995, no início do primeiro mandato. Mas todo prestígio desmanchou no ar com o escândalo do dossiê.
Segundo Caio Fábio, em meados de 1998 Lula fez uma visita à Fábrica de Esperança. 'Naquele dia apareceu lá um cara que Lula conhecia há muito mais tempo do que eu e que tinha sido a pessoa que me contou a história de Cayman na Flórida. Eles se abraçaram como velhos amigos. Esse indivíduo me disse: 'Reverendo, eu não disse pro senhor que é todo mundo igual? Contei aquela história pro Lula e ele está louco atrás daquilo'. Depois o próprio Lula me abordou: 'Como você não me conta uma coisa dessas?''
A partir daquele momento, líderes do PT passaram a pressioná-lo. 'Havia ligações, meia-noite, todo dia, às vezes a Bené (Benedita da Silva) estava chorando: 'Meu reverendo, pelo amor de Deus salva a gente. Sem essa história o Lulinha não vai ganhar. Nós jamais vamos conseguir. Não deixa a gente nessa, pelo amor de Deus.' Deus é minha testemunha, e as contas telefônicas também, de quem ligava pra quem. Até mesmo o José Dirceu veio ao Rio conversar comigo. A covardia foi tão grande que à medida que o tempo foi passando, e ficou patente que a papelada era uma grande operação de falsificação, eles foram transferindo tudo para as minhas costas.'
Processado por calúnia por Fernando Henrique, Caio Fábio só se viu livre das acusações no ano passado - inocentado pelo depoimento de Eduardo Jorge, ex-secretário de FHC. Aos 51 anos, casado pela segunda vez, rompido com o meio evangélico e líder de uma comunidade cristã alternativa com 3 mil membros em Brasília, Caio Fábio está recomeçando. 'Minha reclusão passou da hora de acabar. Mas nada quero com temas políticos, só quero propagar a fé bíblica' , diz. 'Em 1998 eu fui deixado com uma mão na frente outra atrás por um PT que posou de ético. E é tudo mentira. O pessoal do PT é que ficou atrás de mim.'
O governo não tem interesse em identificar os sacadores
RUBENS VALENTE DA REPORTAGEM LOCAL
O governo federal tem condições de identificar, em curto espaço de tempo, de quais contas bancárias vieram os cerca de R$ 1,16 milhão em espécie usados por integrantes da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para tentar adquirir um dossiê contra tucanos na semana passada.Segundo a Folha revelou ontem, a partir de fontes da Polícia Federal, os investigadores suspeitam que parte dos saques ocorreu em agências bancárias de Duque de Caxias (RJ) e do bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro.Definidas as cidades e as regiões, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, pode esclarecer se houve movimentações bancárias suspeitas nos dias que antecederam a quinta-feira da semana passada, quando aconteceu a última entrega de dinheiro, em um hotel da capital paulista.As informações chegam ao mesmo tempo ao Banco Central, onde seu Departamento de Combate a Ilícitos Cambiais e Financeiros mantém um "Sistema Alerta".Pela carta-circular 3.098, de 11 de junho de 2003, que trata do combate à lavagem de dinheiro, não só os saques acima de R$ 100 mil devem ser comunicados pelos bancos ao Coaf, mas também os provisionamentos para saques. Ainda que os sacadores tenham feito inúmeras operações com valores abaixo de R$ 100 mil, o provisionamento do dinheiro revelaria as operações.Os bancos devem enviar a comunicação na mesma data da operação. A informação chega pela internet ao Coaf e ao BC (Banco Central) pelo formulário padrão PCAF-500, criado em 2001 por uma circular do BC. Nele são narrados nome do correntista, número da conta, o enquadramento legal e o motivo alegado ao banco pelo correntista no ato da operação. As comunicações são feitas pelo próprio gerente do banco.No final da tarde de ontem, o Ministério da Fazenda se recusou, por meio de sua assessoria de comunicação, a informar se houve ou não comunicações de operações bancárias consideradas atípicas (depósitos, saques e provisionamentos acima de R$ 100 mil em dinheiro ou movimentações incompatíveis com patrimônio ou renda do correntista) nos dias anteriores à compra desastrada do dossiê e nas cidades apontadas extra-oficialmente pela PF."Quando o Coaf identifica qualquer comunicação atípica, encaminha para os órgãos públicos. As informações são protegidas por sigilo bancário", limitou-se a informar a pasta.Os órgãos citados pela assessoria do ministério são a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Câmara de Valores Mobiliários, entre outros.O órgão do governo que fiscaliza o sistema bancário está nas mãos de um funcionário nomeado pelo então ministro Antonio Palocci (Fazenda), Antônio Gustavo Rodrigues.O presidente do Coaf foi o responsável por acionar a Polícia Federal para averiguar suposta movimentação irregular na conta do caseiro Francenildo Costa -testemunha da CPI dos Bingos que revelou as visitas de Palocci a uma casa mantida por lobistas em Brasília-, logo após ele ter tido sua conta bancária invadida, no início do ano. Contudo, segundo concluiu a PF, não havia irregularidade nos R$ 25 mil depositados na conta do caseiro.
O dossiê comprometia ainda mais o PT
DA REPORTAGEM LOCAL
Foi para tirar de circulação um calhamaço com cerca de 2.000 páginas com denúncias contra vários partidos, principalmente contra o PT, que petistas estariam dispostos a pagar R$ 2 milhões para Luiz Vedoin, chefe dos sanguessugas. A afirmação foi feita pelo ex-policial federal Gedimar Pereira Passos, preso na sexta-feira negociando o dossiê. Os documentos, disse ele, desapareceram."A família Vedoin se dispôs a vender ao PT informações graves que envolvem não só políticos de outros partidos, mas também políticos do próprio PT", disse Passos, que estaria a serviço do PT. Segundo o ex-policial, o dossiê abordava casos "graves", que não se limitavam ao esquema dos sanguessugas. Os papéis, disse, faziam parte do "pacote" vendido por Vedoin.Passos afirmou também, segundo a polícia, que viu o calhamaço durante uma reunião em Cuiabá (MT). Disse que, na quinta-feira, quando se encontrou no hotel com o emissário dos Vedoin, Valdebran Padilha, os papéis não estavam com ele. A PF está buscando o documento citado pelo ex-agente.
O controle da PF pelo governo petista
Orientação é restringir acesso a informações e concentrar apuração em policiais de confiança do diretor do órgão o delegado Edmilson Pereira Bruno, que prendeu petista e ex-policial em São Paulo e fez a apreensão do dinheiro, está fora do caso.
LILIAN CHRISTOFOLETTI DA REPORTAGEM LOCAL
A Polícia Federal tentou abafar o caso do dossiê após descobrir o envolvimento de petistas no escândalo. Em São Paulo, onde um ex-agente da PF foi preso, a orientação era restringir ao máximo o acesso a informações e concentrar a investigação nas mãos de policiais de confiança do diretor-executivo da PF, delegado Zulmar Pimentel, 55, segundo homem na hierarquia do órgão.Segundo a Folha apurou, o delegado Edmilson Pereira Bruno, que estava de plantão na madrugada de sexta-feira e prendeu o petista Valdebran Padilha, foi afastado do caso.Durante a operação, o delegado prendeu ainda o ex-agente da PF Gedimar Passos -que negociava o dossiê com Padilha, no hotel Ibis-, apreendeu R$ 1,7 milhão e colheu os primeiros depoimentos.Na segunda-feira, Bruno foi afastado. No lugar dele foram acionados policiais ligados ao superintendente em exercício da PF em São Paulo, Severino Alexandre, indicado para a diretoria executiva do órgão pelo diretor-executivo Pimentel.Como o superintendente em exercício, a Folha apurou que o policial preso também fazia parte do grupo de agentes que gozavam da confiança do diretor-executivo -a PF de Brasília não confirmou a informação.Por orientação do superintendente em exercício, todos os delegados e agentes foram proibidos de falar sobre o caso. Também foi vetada a divulgação de imagens do dinheiro apreendido no hotel.As fitas de vídeo gravadas pelo circuito interno do Ibis, segundo um funcionário do hotel, haviam sido prometidas ao delegado Bruno, que deveria retirá-las na segunda-feira. Por determinação do superintendente em exercício, o material foi lacrado e encaminhado diretamente para ele.Uma das situações consideradas "estranhas" por agentes da PF, que pediram para que seus nomes não fossem divulgados, foi o depoimento de Freud Godoy, ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.O superintendente em exercício determinou que Godoy fosse ouvido na segunda-feira por uma dele



