11.01.2006

Brasil partido

O recém-eleito presidente (de novo) Lula da Silva, conseguiu uma proeza. Rachou o país ao meio. De um lado, a elite (todo aquele que ganha mais de R$ 700,00 mensais) e do outro o povo pobre, despossuído e que sobrevive de uma bolsa família. A verdadeira elite, aquela na qual o próprio presidente está inserido, e que compõe uma minoria de cerca de 5% da população brasileira, assiste passivamente, à espera dos lucros que pode advir de tal situação. Nos fóruns de discussão, blogs e assemelhados, centenas de debatedores, digladiam-se. Ganhadores e perdedores, justificam acaloradamente suas posições. alguns com precisa análise dos fatos e outros nem tanto. O grande perdedor, na realidade, é o Brasil, que ao invés de possuir um líder que concentrasse em si um pólo catalisador de capacidade administrativa, liderança e sobretudo, ética, tem alguém que incitou maquiavelicamente a população à divisão de classes. Lula, seguiu com maestria o chavão: "dividir para conquistar" e conseguiu seu objetivo. O Brasil assistirá a esse retrocesso de grandes proporções durante estes 4 anos, de cabeça baixa e totalmente humilhado? Ou veremos surgir um movimento lento e progessivo de busca à ética e honestidade na política? Eu não sei e acho que ninguém no país ainda tem a resposta.
Quem viver, verá.

Marcello Castellani

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